24 de abr de 2012

Meia década

Cinco anos... cinco anos atrás, tomei coragem e fiz o pedido que definiria minha vida daquele momento em diante. Obviamente, naquele instante, eu não sabia da importância daquele pedido... quero dizer, naquele momento, aquele pedido era a ÚNICA coisa que importava, mas era apenas um devaneio romântico. Não tinha levado em consideração os anos que se seguiriam, uma vida juntos, uma casa juntos, um futuro... empregos melhores, carros, viagens de férias, família... talvez até filhos (num futuro ainda distante......). Nossa... muita coisa não me passou pela cabeça... Tudo que me passava pela cabeça era aquele sorriso maravilho, aquele belo olhar, sua voz melodiosa, seu toque suave e seu beijo doce... só o que me passava pela cabeça era o prazer que a companhia dela me trazia. Era um sentimento maravilhoso que me enchia o peito e me aquecia por dentro... me revirava o estômago e tomava minha mente, fazendo-me pensar nela o tempo todo, seja no trabalho, no ônibus ou na sala de aula...  Um verdadeiro adolescente embasbacado e apaixonado.


Hoje, cinco anos depois, me lembro daqueles dias como se fossem semana passada... a alegria que a visão dela me trazia a cada encontro... a emoção que antecedia esses encontros e me dava frio no estômago... a expectativa de agrada-la a cada ação, a cada presente, a cada gesto de carinho, a cada palavra de amor pronunciada. Percebo como o amor dos jovens é impulsivo e intenso. E analiso minha vida hoje e percebo o que mudou nesse amor: nada! Absolutamente nada!!!


A sensação de alegria quando a vejo chegando de viagem é a mesma que me preenchia quando ela abria a porta de casa pra me receber... a expectativa de agradar que existia antes, nos presentes e gestos de amor, é a mesma que me deixa louco hoje, esperando agrada-la com as flores surpresa no trabalho, a esfiha quentinha esperando quando ela chega ou os bombons encontrados na geladeira... o calor que me preenche o peito (e o baixo ventre) quando a vejo dançando é o mesmo que sentia ao vê-la dançar quando nos conhecemos. O beijo doce de antes é o mesmo de hoje... a mulher que comecei a amar cinco anos atrás, pra quem me entreguei plena e completamente, de corpo e alma, é a mesma pra quem continuo me entregando hoje... e cinco anos depois, a única coisa que realmente mudou, é que meu amor por ela, hoje, é ainda maior do que era naquela época.



E depois de cinco anos juntos, tantas mudanças na vida, tantas conquistas e realizações juntos, e tantos desejos e perspectivas futuras, para uma vida de amor juntos, sinto-me feliz. Feliz por tudo que construímos até aqui (e que estamos construindo nesse momento, para o futuro), feliz pelas conquistas, feliz pela companhia, feliz... simplesmente feliz. E orgulhoso, muito orgulhoso pela mulher maravilhosa que tenho ao meu lado enquanto caminho pela vida.

Desejos futuros? Muitos... os mesmos que a maioria, talvez. Sucesso e prosperidade, alegria e sucesso... mas principalmente, que esta mulher maravilhosa continue ao meu lado em cada uma dessas conquistas e desejos que realizemos nos próximos anos juntos.


Obrigado, minha amada, por estes cinco anos de felicidade.




12 de abr de 2012

Sugestões de filmes (para ver ou passar longe...)

Já que resolvi voltar a escrever, preciso de temas para ter sobre o que postar. E coisas que você faz e/ou vê com frequência tornam-se bons temas para escrever. Tenho o costume de ver filmes quase toda semana, com a Gi e/ou amigos. Então vou comentar sobre filmes que assistimos ultimamente e se recomendo ou não para sua diversão.

Começando, já:


Transformers: O Lado Oculto da Lua (Transformers: Dark of the Moon , 2011)


Sabe, confesso que demoramos pra resolver assistir a este filme, e só o assistimos porque precisávamos de algo para ver enquanto não terminava o download do segundo episódio da nova temporada de Game of Thrones. E sabe que me surpreendi? Conde-me, se quiser, mas eu curti o primeiro Transfomers (2007). Apesar da Megan Fox (todos ficam 'putinhos' quando reclamo dela, mas é a verdade... ela pode ser linda e gostosa, mas é uma péssima atriz), o filme agradou. Fez o que se prôpos: trouxe os brinquedos e desenhos dos anos 80 para época atual. Um filme de ação divertido, com pitadas de comédia. Não é simplesmente um filme de robos gigantes, é um filme de um jovem e seu primeiro carro, que acaba metido no meio de uma guerra entre alienigenas. O segundo, no entanto, decepcionou um monte. Não sei ao certo o porque, mas a verdade é que ficou bem fraquinho...
Já este último foi divertidinho, até. Ainda curti mais o primeiro, mas esse ajuda a esquecer o desastre do segundo. Muitos erros, claro... o personagem principal, Sam Witwicky, sujeito formado em faculdade da Ivy League (grupo que reúne as oito melhores dos EUA), capaz de conquistar mulheres lindas, herói condecorado com medalha presidencial e humano escolhido como espécie de ligação para o contato com alienígenas, continua o mesmo perdedor do primeiro filme. Desempregado, sustentado pela namorada e abandonado pelos aliens, ele vai trabalhar como contínuo em uma empresa de tecnologia... Sério mesmo?
Mas enfim... o filme, no geral, diverte. Bom pra quando se quer assistir algo não muito complexo, com muita ação e um pouco de humor.



Sem Limites (Limitless, 2011)

Esse foi uma boa surpresa. Peguei com um amigo, entre vários, e resolvemos assistir numa noite de sábado, após o RPG. O filme trata de um escritor que não consegue escrever nada... abandonado pela namorada, sem dinheiro e sem perspectivas, descobre uma droga que permite ter acesso total ao seu cérebro, tornando excepcionalmente inteligente e esperto. Com isso, ele consegue lembrar-se de tudo que viu/ouviu ao menos uma vez durante a vida, o que faz com que sua vida melhore muito: seu livro flui em horas, vence jogos de poker, conquista as mulheres mais lindas, aprende idiomas apenas ouvindo-os... e com isso, ele faz o que a maioria das pessoas faria em sua situação: busca dinheiro e poder. Destaque pra iluminação do filme, a principio, predominantemente azulada e fria, torna-se avermelhada, com cores quentes, durante o efeito da droga. Achei a idéia bem sacada. Recomendo. Diversão certa.


A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011)


Lindo!!! Essa é a palavra que melhor descreve este filme, em todos os sentidos. Mereceu cada um dos Oscar'es que recebeu (Melhores efeitos visuais, Melhor fotografia, Melhor direção de arte, Melhor edição de som, Melhor mixagem de som). A fotografia é primorosa, Paris ficou magnífica. Esse é um dos filmes que mereceram ser assistidos com toda a glória dos 1080p (FullHD). E as músicas dão todo o tom especial ao filme.  Ah sim, a história também é linda. É maravilhoso ver toda a homenagem feita ao cinema nesse filme... assista, sério.


11 de abr de 2012

Mudanças e mais mudanças...

Hoje me lembrei de que tenho um blog... e daí resolvi dar uma olhada, pra ver como ele estava... tirar a poeira e as teias de aranhas... essas coisas. E qual não foi minha surpresa ao perceber que ele estava pior do que eu imaginava?

O layout estava todo zoneado... sei lá porque. Acho que com a mudança do blogger, talvez algumas coisas tenham passado a funcionar diferente, mas a verdade é que: sei lá!
Como o layout era retirado de um site aleatório de layouts, resolvi tentar arrumar... e depois de perceber que não tava com tanta paciência pra arrumar as imagens que zoneavam tudo, resolvi mudar o layout. E lá vamos nós de novo a árdua tarefa de procurar por um novo layout. Mas daí que, primeiro, fui dar uma olhada nos layouts novos do próprio blogger. E não é que tem uns bacanas? Por fim, escolhi este que vocês podem ver, lindo, com gotas de uma janela embaçada revelando uma montanha nevada ao fundo. Achei que combinava com meu atual momento na vida: a vontade de mudar-me para o sul.

Porque mudar-me para o sul? Bom... a começar, lá é frio. E eu gosto de frio. Quer dizer, nunca passei por um FRIO, frio, mesmo, igual do do sul, de acordar pela manhã e abrir a janela e dar de cara com a grama esbranquiçada. Talvez, na prática, não seja tão agradável quanto parece nos meus devaneios, mas o fato de eu amar cada um dos (poucos) dias de frio da minha atual cidade me levam a crer que dificilmente me arrependerei. Ah sim, claro, tem também todo o romantismo do frio, não? O calor agradável do corpo da pessoa amada junto ao seu na hora de dormir, o quentinho do fogão na hora de cozinhar gostosuras, chocolate-quente enquanto assiste-se algo, acompanhado e debaixo das cobertas, leitura debaixo das cobertas, não acordar suando, não suar o dia inteiro, não precisar tomar banhos gelados a toda hora pra ver se refrescar, a elegância que as roupas de inverno costumam ter... e muitas coisas que já são boas de se fazer, tornam-se melhores no frio: sexo, por exemplo... às vezes está tão quente e seco em Campo Grande, que nem se tem vontade de encostar em outra pessoa quente e aumentar seu calor. Isso nunca acontece no frio. E vários outras coisas agradáveis e gostosas acontecem em dias frios.

Outro motivo que me leva a querer a mudança, é minha amada esposa. Ela é simplesmente apaixonada pelo sul. As regiões mais montanhosas, o frio, o sotaque, o nível cultural (qualquer cidadela sulista tem mais sebos que Campo Grande...). Às vezes parece até outro mundo... eu vou mais longe... gostaria de morar no Canadá, ou na Europa. Mas nossa realidade, no momento, só permite o sul. E obviamente, casei-me com esta maravilhosa mulher para acompanhá-la pela vida, seja onde for. Por que a vida com ela é muito mais gostosa!

Claro que não quero mudar-me apenas para seguir minha esposa, certo? Também tenho minhas vontades... e uma delas é deixar Campo Grande pra trás... não que eu ache a cidade horrível, pelo contrário... tem muitas cidades beeem piores por onde já passei (não morei, apenas conheci). Mas CG ainda não é "a minha cara". Não consigo me identificar com a cultura, com as pessoas, com os gostos e os bares... me identifico com pouca coisa, na verdade. E daí meus grupos de amigos acabam ficando restritos a poucas pessoas com gostos semelhantes e me canso do resto das pessoas, com gostos diferentes. Isso acaba me fazendo parecer... sei lá... "não legal". Arrogante, acho. Às vezes, impaciente. Talvez eu precise de ares renovados, com pessoas diferentes, gostos diferentes, cultura diferente... longe do sertanejo universitário. Quem sabe eu não me adapte melhor por lá? Ainda não conheci alguém do sul de quem não gostasse, ao menos.

Existe um fator que normalmente prende as pessoas às suas cidades: família. No entanto, esse não é um fator crucial pra nós. Pra Gi, porque praticamente toda a família dela já mora em outro estado, então MS ou RS não fará diferença pra eles... e dos que moram perto, uma parte já parece estar de partida pro Nordeste... fica minha querida cunhada e o marido. Mas mesmo eles, talvez acabem deixando Campo Grande. E de minha parte, toda a família por parte de mãe moram em SP e, apesar de toda a família por parte de pai morar aqui, em MS, digamos que eu não seja lá muito "pop" entre eles... ficam pai, mãe e irmã, entre os que realmente deixarão saudades. Mas pensemos assim: não afastamos das famílias. Apenas estamos conseguindo novos destinos de férias para eles.

Obviamente, mudar pro sul ainda é apenas um desejo, nada de planos concretos. Mas estamos torcendo pra que tudo corra como desejado e nossa nova casa seja uma bela casinha numa cidade gelada da região sul.
E esperamos ser bem recipcionados por nossos amigos sulistas.


Assim, com esses desejos gélidos, trago um ar novo pro blog. Obviamente, não creio que muita gente chegue a ler até aqui, principalmente pelo longo período de inatividade do blog (não que ele tivesse muitas visitas quanto ativo), mas àqueles que chegaram, em especial aos amigos do sul, torçam por nós. Estamos chegando... e dezenas de idéias de aventuras permeiam a mente desse mestre de RPG. ;)


No clima de "Game of Thrones", que venha o inverno!!!