27 de abr de 2008

Delirium

TillianI know why you're here, Neo. I know what you've been doing... why you hardly sleep, why you live alone, and why night after night, you sit by your computer.[...] It's the question that drives us, Neo. It's the question that brought you here. You know the question, just as I did.

- Trinity, The Matrix



Hehe, aí está a quinta parte. Não sei se seguiu o padrão de qualidade dos anteriores. É o primeiro conto da série em "ambiente externo" (ao sonho). E as coisas começam a serem reveladas... lentamente. ^^

Sobre o "perseguida" da parte anterior... Ok, ok... coloquem um "fugitiva" no lugar... =P
Êta mente poluída.... xD
Ehaehuaheuhaeuhauheuaheuhaueaheu

My little friends,
Hugs and kisses.


Créditos da Imagem: DeviantARt - TheProphetTalia

Delirium – parte 5

Calça social, sapato, camisa... Era esse o traje que Lucius usava ao ir para o trabalho. Um ônibus apenas, e em meia hora, ele descia a menos de duas quadras da empresa: um grande prédio antigo, sede de um jornal da cidade. Lucius era programador. Na verdade, fazia programação voltada para internet, e era o responsável por uma parte do site do jornal. Acabava, por vezes, tendo de lidar com clientes externos ao jornal e, por isso, a roupa um pouco mais elegante.

Todos os dias fazia o caminho jornal-casa, casa-jornal, desviando ocasionalmente para uma banca de revistas. Mas nesse dia... Nesse dia em específico, onde Lucius, pela primeira vez desviara da bala em seu sonho, ele andou especialmente feliz. Fez uma pausa em um boteco e comprou uma Coca. No trabalho, seu dia seguiu normalmente, até o meio da tarde.. Uma sensação “estranha” passou pela sua mente. É como se ele tivesse sentido a “presença” de alguém conhecido. Encucado, saiu da sala e deparou-se com seu chefe e uma singular senhorita, de belos olhos verdes e um longo cabelo comprido...

“COMO? Ela...”

Seu chefe começou:

— Lucius, meu caro... Esta é...
— Sophia... — a mulher completou — ...prazer.
— Eu... ahm... prazer... — Lucius balbucia, estendendo a mão para cumprimentar a bela mulher em sua frente.
— O prazer é todo meu. Você é muito bom, senhor Sullivan. Evoluiu rapidamente...
— Ahm?
— Seu trabalho...
— Ah... sim...
— Gostaria de fechar negócio com vocês, mas exijo que seja você a gerenciar meu projeto. Trabalharia ao meu lado?

Aqueles olhos... a voz... Seria mesmo a mulher do sonho? Ou apenas coincidência?

— Eu... Claro. Somos muito gratos por ter escolhido nossa empresa. — Lucius responde, ainda meio estupefato, mas eis que algo ainda mais estranho ocorre. Ele ouve a voz da mulher dizer “Não é a empresa... é você que quero.”, no entanto, ela não mexera os lábios. Lucius inevitavelmente assustasse.

“Sim. Você conseguiu. Em breve terá de fazê-lo novamente.”

O patrão interrompe:

— Bem. Quando a senhora gostaria de começar?

Ela não para de fitar Lucius.

“Em breve virão atrás de você. Deve estar pronto... hoje à noite. Me espere...”

E responde, sem desviar o olhar.

— O quanto antes.
— Ótimo. Vamos então à minha sala para assinarmos os papéis.

“Esteja preparado.”

E ambos saem. Lucius continua lá, perplexo, tentando entender o que ocorrerá. As coisas começam a ficar ainda mais estranhas...
Comentários
2 Comentários

2 Comentários:

  1. Amor.... I'm so sorry.... mas como não conheço Mago, as alusões que faço são a Matrix mesmo.... ^^

    Talvez a cor do blog colabore pra isso! hehehehehe......

    Que moça bonita, não? Quem foi que achou pra você? =P

    Beijos amorosos..... (acompanhando).

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  2. "Aqueles olhos verdes" isso lembra muito uma música brega que usa esse refrão...
    Mas well, parece que agora Julius pode obter algumas informações mesmo que minimas sobre essa zona que está sua mente...

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