12 de nov de 2007

Os 10 Melhores Personagens Digitais do Cinema



Para o Infinito e Além!

- Buzz Lightyear, Toy Story



Em Julho a Entertainment Weekly compilou uma lista com os seus 10 personagens computadorizados favoritos, dentre filmes animados e live-actions. A lista ficou do seguinte modo:


1. King Kong de KING KONG (2005): Nunca antes um personagem digital pareceu tão real, expressando tanto sem dizer uma palavra.


2. Davy Jones de PIRATAS DO CARIBE - O BAÚ DA MORTE e NO FIM DO MUNDO: Uma grande atuação do ator britânico Bill Nighy unido à técnica de captura de movimentos criou um dos mais memoráveis vilões da série bucaneira.


3. Gollum de O SENHOR DOS ANÉIS - AS DUAS TORRES e O RETORNO DO REI: Personagem que introduziu a técnica de captura de movimentos como uma das grandes novas facetas da tecnologia digital.


4. Bumblebee de TRANSFORMERS: O personagem mais recente da lista (ao menos na forma cinematográfica), Bublebee é feito de engrenagens mais possui um coração de ouro.


5. Yoda de ATAQUE DOS CLONES e A VINGANÇA DOS SITH: Enquanto muitos irão sempre preferir a versão de espuma do personagem na trilogia original de GUERRA NAS ESTRELAS, esta versão digital de Yoda trouxe inumeras novas habilidades ao personagem.


6. T-1000 de O EXTERMINADOR DO FUTURO 2: Um marco na criação de efeitos visuais no cinema, o personagem e sua capacidade de mudar de formas foi um dos grandes desafios da ILM.


7. Woody e Buzz Lightyear de TOY STORY: Um dos filmes mais inovadores do cinema trouxe também dois dos personagens mais inesquecíveis da telona que marcaram uma geração e são tão populares hoje como em 1995.


8. Homem Areia de HOMEM-ARANHA 3: Um super-vilão complexo, que necessitou de mais de 12 tipos diferentes de areia para ser criado.


9. T-Rex de PARQUE DOS DINOSSAUROS: O modelo a ser seguido por todos os outros dinossauros no cinema, sendo convincente e assustador.


10. Gasparzinho o Fantasminha Camarada de CASPER: O filme foi uma grande inovação por ser o primeiro a apresentar personagens digitais integrados em um mundo live-action, abrindo o caminho para futuros personagens mais cartunescos como Jar Jar Binks e Scooby Doo.

Fonte: Cinema e Afins

9 de nov de 2007

Aurora

Em uma guerra, o lado vencedor é o lado que termina vivo.
Uma bela batalha é aquela vencida pela estratégia e inteligência.

- Algum clérigo de Vandria Gilmadrith



Texto escrito faz um tempinho, sobre uma personagem que criei. Esse texto é pós-campanha, já que nosso DM na época (vulgo Gustavo) parou de mestrar... então escrevi esse conto pra ele entender como a jovem elfa se sentia. Gostei bastante dessa personagem, pena não ter jogado muito com ela...

Aurora Aelvan (Ael = Knight; -van = Forest) é uma wood elf (elfa silvestre), clériga de Vandria Gilmadrith, deusa elfica da guerra, guarda, justiça, luto, vigilancia e decisões. A guerra nunca é desejada, mas algumas vezes é inevitável. Quando o conflito armado é inevitável, é pra Vandria que os elfos dedicam suas preces, desejando uma estratégia prudente e uma vitória com o mínimo de vidas perdidas.

Apesar da força física e agilidade herdada de sua raça, Aurora tem uma constituição física frágil, tendo traços delicados, pele clara (rosada) e cabelo castanho claro, longo, até a cintura, geralmente preso em uma trança (pra não atrapalhar no manejo do arco). Não é muito alta, mas a beleza da juventude a acompanha: olhos verdes, levemente puxados, lábios bem delineados, as maçãs do rosto rosadas e um belo sorriso que ela dificilmente mostra (não tem tido muitos motivos para sorrir ultimamente). Um tanto atraente, possui a inocência da pouca idade (e de uma sacerdotisa que passou sua vida dentro de um templo) misturada à experiência traumática de ver sua família e amigos morrendo diante de seus olhos e ser treinada no templo de uma deusa da guerra (apesar de favorecer a defesa, ainda é uma deusa da guerra).

A figura abaixo (que infelizmente está inacabada) é a imagem quase perfeita que eu tinha da Aurora quando criei a personagem. Claro que essa imagem não lembra muito a jovem perdida e confusa do texto, mas essa é Aurora antes e depois disso. Durante esse conto, ela voltou a ser apenas a criança que era (Aurora ainda não é uma elfa adulta... é uma adolescente... equivaleria a uns 16-17 anos humanos). Infelizmente não tenho o link de onde tirei a imagem (faz tempo) mas no nome da imagem, tem o nome da artista, Mistresselysia.




Aurora

Aurora estava presa há dois dias. Sentia-se suja, derrotada, humilhada... Como pode uma sacerdotisa de Vandria Gilmadrith, a deusa da guerra dos elfos, ter sido derrotada em combate por um marceneiro!? Ela atirou com seu arco e parece que sua pontaria não era mais a mesma de décadas atrás, então quando ele chegou perto para o combate corpo a corpo, ela sacou sua espada longa para enfrentá-lo e ele, um pobre marceneiro, a derrotou usando uma adaga, sem sofrer um único arranhão! (claro que até aquele instante, ela não sabia que o marceneiro na verdade era membro de uma ordem e não era nem de longe tão “inofensivo” como ela pensara).

Em seus dias de prisão, percebeu que a cidade não era verdadeira. Os presos eram atores fingindo serem prisioneiros, os guardas eram atores fingindo serem guardas e até o marceneiro talvez não fosse um marceneiro, mas ela estava convencida que ele e todos os outros da marcenaria tinham estuprado aquela jovem. Aurora e seus companheiros estavam justamente investigando isso, a morte de uma jovem que se enforcou na janela de seu próprio quarto. Dias depois, o tio e o primo da jovem (ambos donos da marcenaria) morreram também e com suas investigações, Aurora descobriu que tratava-se do fantasma da jovem, matando aqueles que violaram seu corpo, destruíram sua sanidade e a levaram a cometer suicídio.

De todas as atrocidades que o homem havia “criado”, o estupro era a que Aurora mais abominava. Matar, roubar, enganar, tortura... todas eram horríveis, mas o estupro roubava de uma mulher o que ela tinha de mais preciso: sua pureza. E Aurora ainda conservava a sua. Por isso, quando acordou no chão daquela cela, com seu vestido gastado, um corte na face e diversas partes do corpo doloridas, o desespero tomou-lhe conta, imaginando que aquele marceneiro a tivesse violado, mas quando um pouco de razão voltou a sua mente, percebeu que não havia dor nem sangue em suas “partes” e então ao examinar seu corpo, percebeu que tinha apenas alguns cortes e escoriações no abdômen e nas costas, onde havia dor, e que sua pureza continuava preservada. E isso era ainda mais estranho, afinal, se o homem era um porco imundo e tivesse realmente estuprado a jovem, porque não havia feito o mesmo com ela? “Não importa!”, ela pensou, “Ele vai pagar pelo que fez a ela.”.

E depois sua mente fraquejou. E seu corpo também. E por dois dias, Aurora foi apenas lágrimas e súplicas, achava que Vandria a tinha abandonado e por isso foi tão humilhantemente derrotada pelo marceneiro. E sua tristeza para com o abandono de sua deusa foi tamanho que quando Raun, o elfo mago do grupo – com quem Aurora havia se dado imensamente bem por serem (quase) da mesma raça e terem o mesmo modo de pensar, além dos ensinamentos de Vandria, que diziam que ela deveria lutar pelo bem dos elfos – descobriu que ela estava presa e foi visitá-la, junto com seus companheiros, ela gritou em desespero e arremessou o medalhão que trazia o símbolo de Vandria e a identificava como uma sacerdotisa no chão, odiando ser uma elfa, odiando ser mulher, odiando ser fraca, odiando Vandria, odiando aquela cidade, odiando tudo, inclusive a si mesma pela incompetência em trazer justiça à pobre jovem... Raun apenas pegou pacientemente o medalhão e o guardou, despedindo-se de Aurora e prometendo que a tiraria dali logo. Mas cada minuto parecia uma eternidade pra ela e depois do primeiro dia naquele lugar, ela já duvidava que o “logo” de Raun demorasse menos que a eternidade...

E só ao fim do segundo dia Aurora conseguiu raciocinar um pouco. Os elfos da raça dela eram mais bestiais, mais selvagens, mais bárbaros e era justamente por isso que sua família que protegia as fronteiras do reino, com os “guardiões”, mas Aurora foi agraciada com cultura e inteligência dada pelas clérigas de Vandria no monastério onde fora criada após a invasão do reino e a morte de seus pais. E foi agarrada a esse preceito, de que fora agraciada com cultura e a capacidade de raciocinar, que Aurora conseguiu trazer sua mente de volta e pensar. Ela era muito jovem, pouco mais que uma adolescente, e tudo que tinha feito nos últimos dois dias foi chorar como uma criança, sentada em um canto, abraçando os próprios joelhos, sem comer ou dormir. Tinha que provar que estava crescida e então secou suas lágrimas com as costas das mãos e resolveu raciocinar um pouco. Chegou a conclusão que a cidade corrupta e falsa deveria pagar. E começaria por aquele marceneiro, o mandaria para o outro mundo, para que os deuses tomassem conta dele e o julgassem por seus crimes... não... os deuses não estavam sendo muito justos ultimamente... ela mesma o faria sofrer... como ele tinha feito a ela, e aquela jovem antes dela, e então Aurora sentiu que seu coração não era mais pureza e bondade como antes, mas apenas ódio e desejo de vingança... e por todo um dia ela planejou como capturaria o homem, o torturaria, o faria pagar e sofrer. E depois, como mataria todos na marcenaria. E destruiria a cidade, libertando a alma da pobre jovem. E talvez depois disso, Vandria voltasse a se orgulhar dela, por ter feito justiça, e voltasse a agraciá-la com sua benção. Mal sabia ela que o que estava planejando não era justiça, mas sim vingança, e vingança não era, nem nunca foi, um sentimento bom. E ela, cega por sua tristeza e amargura, jamais imaginou como poderia magoar ainda mais a justa Vandria. Tudo que se passava por sua cabeça eram seus planos de “justiça” que se iniciariam assim que saísse daquela cela. Sua única dúvida em seu plano era: como sair dali?

A resposta viria no dia seguinte, na face de um belo jovem...